sábado, 7 de julho de 2012

36ºCapitulo-Fanfiction: A vida é bela!

36ºCapitulo-Fanfiction: A vida é bela!

Uma cara escura apareceu do outro lado do vidro.
Mikaru: Sabrina larga essa garrafa.- ordenou-se num sussurro.
Mas foi um sussurro muito baixo que não me tinha chegado completamente aos ouvidos.
O Mark carregou num botão que se encontrava na porta, lentamente o vidro da mesma foi desaparecendo. Um senhor com um "boné" aproximou o seu rosto para observar melhor o interior do carro, até que o seu olhar pouso em mim.
Sr Guarda: Diga-me menina.-fez uma pausa.- O que contém essa garrafa que segura.
Mandei um olhar à garrafa e respondi:
-Nada. O que deveria conter?!.-lancei-lhe um "sorriso amarelo".
O Guarda soltou um suspiro.
Sr.Guarda: Acompanhe-me até ao meu carro, por favor.
Assim fiz, sai do carro e segui o guarda, que de seguida aproximou uma espécie de contador, um balão, alguma coisa que me fez soprar.
Sr.Guarda: Hum...
Olhei-lhe confusa e perguntei:
-Passa-se alguma coisa senhor agente?
Sr.Guarda: Não, nada é que... não percebo.
Mark: Não percebe o quê?-o Mark tinha saído do carro.
Olhei para o agente arregalando os olhos.
Sr.Guarda: Nada de mais. Deixem estar, podem seguir viajem.
O Mark segurou-me no braço e caminhou até ao carro um tanto apressado.
-Mark...-disse baixinho.
Continuou a andar sem dizer nada.
-Mark!!-gritei.
Ele parou e olhou para trás.
Mark: Diz?!
-Estás a aleijar-me o braço, podias não segurar com tanta força?-perguntei olhando para o chão.
O Mark soltou o meu braço. Tinha sido burra como sempre, ele agora já não me seguraria, acho que teria preferido que ele me continuasse a agarrar seja com que força fosse.
Queria ganhar a coragem para lhe dar a mão, mas ele afastava-se cada vez mais....
Quando entrou no carro, hesitei. A Mikaru abriu o vidro.
Mikaru: Sabrina não entras?
Olhei para a estrada, conseguia ouvir o "relato do jogo".
-Não deve faltar muito para chegarmos.-olhei mais uma vez para a estrada, poucos carros passavam por ali.- Desculpem-me vou a pé.
Sai dali a correr e fui para a berma da estrada caminhado lentamente, cedo ou tarde haveria de lá chegar.
Voz: Espera Sabrina!-gritaram. Acho que o carro ainda não tinha arrancado, e por isso estava longe e não tinha conseguido identificar a quem pertenceria a voz.
Uma mão grande, quente e forte, segurou a minha. Um rapaz de grande porte atlético tinha me puxado naquele momento contra o seu peito. No meu rosto escorriam lágrimas.
Mark: És tola, sabias?.-abraçou-me fortemente.-Sei perfeitamente que a história da garrafa era apenas teatro. Não foi por causa disso que não deixei que ficasses encostada ao meu peito, muito pelo contrário.
Abracei-o fortemente, não o queria largar. Ele soltou um pequeno riso e disse:
-Sabrina estás a molhar-me a camisola toda.
-Não quero saber. Preferia babar todas as tuas camisolas a perder-te de novo.-abracei-o com mais força.
A sua mão passou suavemente pelos meus cabelos.
Mark: Também de amo.-naquele instante conseguia sentir, o seu coração estava acelerado.
Elevei a cabeça. Ele estava corado e olhava para o lado.
-Ham?!-fiz-me desentendida.
Ele olhou-me. Aquele castanho intenso dos seus olhos eram uma dádiva para mim.
Mark: Como era...como disseste ao telefone, "Amo-te..."-disse tentado imitar a minha voz.
-Hey! A minha voz não é assim.
Aproximou o seu rosto do meu, dando-me assim um suave beijo. Os seus lábios eram doces, o seu corpo quente...no meu peito sentia uma sensação diferente de todas as outras que alguma vez sentira..
Não queria que aquele momento acaba-se. Os seus lábios "soltaram-se" dos meus.
Mark: Ah muito que desejava que este momento chegasse.-sorriu.
-Mas és tu quem me tem evitado.-olhei para o chão.
A sua mão segurou no meu rosto e assim conseguindo que o meu olhar parasse nele de novo.
Mark: Se te contar a verdade, poderás não acreditar em mim....