segunda-feira, 4 de junho de 2012

35ºCapitulo-Fanfiction: A vida é bela!

35ºCapitulo-Fanfiction: A vida é bela!


O meu telemóvel tocou de novo, era ele outra vez.
O meu coração começou a bater a mil à hora, será que ele me teria ouvido?! Isso era quase impossível...
Voz do outro lado de telefone: Para além de te agradecer por nos teres desejado um bom jogo, gostava de saber se as meninas demoram muito.
-Sinceramente não sei, o senhor motorista disse que o motor não pega e não sabe quando ficará arranjado. Não sei se chegamos a tempo de vos ver ganhar...
Mark: Quem te diz que vamos ganhar, princesa?
-Digo eu.-diz uma pausa.-Espera chamas-te-me princesa?!
Mark: Ah...é possivel, o Pedro passa a vida a chamar-te isso que pode me ter escapado, desculpa lá que não foi de propósito, acredita que se fosse eu estava mas era doente!
-Estúpido!!-gritei.-Tu por acaso fazes ideia do que tenho sofrido por tua causa, meu grandíssimo anormal?! Tens noção de tudo o que fiz por ti, para depois me virares as costas desta maneira! O que foi que te fiz...-tinha lágrimas a escorre-me pelo rosto, senti-me observada, olhei em volta e todas as pessoas que se encontravam no autocarro olham para mim surpreendidas. 
Corri para fora do grande automóvel.
-A sério...nem sei como pude gostar de ti! Quando soubeste de tal coisa, só vi desprezo da tua parte apesar de todos afirmarem que gostavas de mim. Como pude ser tão estúpida ao ponto de acreditar que isso poderia algum dia acontecer.-eu falava aos soluços, não se percebi nada do que dizia mas precisava de deitar tudo cá para fora o mais depressa possível, eu já não aguentava mais.
Mark: Já acabaste?!
-Não!! Mas força desliga o telefone, não quero saber mais ti, nem de nada que tenha a ver contigo, por isso...afasta o Pedro de mim, eu não o quero fazer sofrer pois ajuda-me imenso quando estou mal, ao contrário de certas pessoas.-Consegui a custo pôr um toque de ironia na voz.
Mark: Essa foi alguma indireta?!
-"Não por acaso foi bem direta, tu é que és burro!"
Mark: Boa! Sou burro tudo bem, vou passar ao Ed, já que foi para isso que te liguei.-pois por que haveria ele de me ligar por vontade própria se sabia que ia levar um sermão destes?!
Ed: Sabi, podes me dizer onde estão?
-Não sei, importas-te de esperar um bocado.-corri para junto da Mikaru que com as mãos me limpou as lágrimas e pediu  para que me acalma-se.
Mikaru: Mais calma?-abanei-lhe a cabeça para cima e para baixo, em gesto de afirmação.-Então que desejas?
-O Ed quer saber onde estamos...mas sabes que não dou atenção às viagens.-cocei a cabeça a sorrir.
Mikaru: Sei pois.-deitou-me a língua de fora em tom de brincadeira.-Dá-me o telefone por favor.-passei-lhe o telefone para as mãos.
Mikaru: Ed nós estamos....
Então eles os dois falavam eu pensava em tudo o que tinha dito ao Mark, estaria eu a ser injusta? Ou ele merecia mais?
Não sabia o que pensar, apetecia-me mandar-me de um penhasco para desaparecer de vez.
Quinze minutos depois, um carro com os seus faróis dirija-se na minha direção tinha me quase feito ter um ataque de coração.
O carro parou a poucos milímetros de distância de  mim. De dentro do mesmo saíram três figuras de porte atlético.
-Fogo Ed querias-me matar de ataque cardíaco?-perguntei com a respiração ofegante.
A Mikaru aproximou-se.
Mikaru: Então? Trouxeste-te o mundo atrás...
Pedro: Minha cara Mikaru não vai dizer que não está feliz por me ver?
Mikaru: Nem por isso.-disse tossindo.
Soltei uma baixa gargalhada, e olhei para a terceira figura que se encontrava encostada ao carro de braços cruzados.
-Mark...-sussurrei.
O Pedro olhou para o relógio que tinha no pulso e soltou um pequeno grito.
Pedro: O jogo está quase a recomeçar!-disse correndo na direção do carro, abriu a porta e enfiou-se lá dentro.
O Ed e a Mikaru também foram na direção do carro, o Mark desencostou-se do automóvel e abrindo a porta também entrou dentro dele, só eu ficara parada a olhar para o vazio, sem conseguir dar um único passo que fosse.
Um figura com ar carrancudo saiu do carro.
Mark: Estás-nos a fazer perder tempo.-e dito isto pegou-me ao colo e levou-me nos seus braços na direção do carro.
Sentou-se e "mandou-me" para o banco do meio. Ele olhou para Pedro e "obrigou-me" a mudar-me para o banco do lado da janela.
Estava escuro e durante a viagem eu limitei-me a olhar para as estrelas.
Entretanto houve uma paragem não muito brusca.
-Parámos?!
Mikaru: Parece que há um acidente.
Ed: Quando viemos não havia nada.-disse.
Mark: Boa! Estamos dentro de um carro, a perder o jogo e com péssima companhia.
-Obrigada, também te amo.
Passaram-se dez minutos e eu já não aguentava, o Pedro dormia e soltava cada ronco...
Os meus olhos também pesavam.
Mark: Que silêncio maravilhoso.
Mikaru: Acabaste de o quebrar!-afirmou.
Mark: Não posso estar parado! Terei de fazer de novo o aquecimento e não me deixarão entrar no jogo quando chegarmos. Eu sabia que não devia ter vindo.
-Mas more...isso resolve-se já.
Mark: More?!
-Yap.-ele olhou para a minha mão.
Mark: Sabrina que é isso?
-Num sei, uma garrafa que o senhor do autocarro me deu, disse que servia para afogar as mágoas, olha que resulta torrãozinho, experimenta.
Mark: Oh meu Deus Sabrina o que foste fazer.
-Tenho sono.-encostei a minha cabeça ao seu peito. Comecei a pensar que seria boa como atriz, a final por que a garrafa que tinha na mão estava na porta do carro, encontrava-se vazia, e tinha um rotulo de água. E se ele fosse esperto, lembrar-se-ia que quando me pegou ao colo eu não tinha nem uma misera garrafa nas mãos.
Ed: Sabrina, tu não tinhas nada nas mãos quando o Mark te trouxe para o carro pois não?
-Quem sabe.-disse ainda encostada ao peito do Mark.